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Estados querem aumento no valor máximo dos imóveis para o “Minha Casa, Minha Vida”

Secretários de Habitação consideram limite atual insuficiente, diante dos preços dos terrenos. Sugestões para melhorias no programa serão encaminhadas ao governo federal.

15/04/10, São Paulo, SP - Os secretários estaduais de Habitação querem aumento de 35% no valor máximo dos imóveis destinados a famílias com renda até R$ 1.395 dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV). Atualmente, o preço dessas unidades nas regiões metropolitanas não pode ultrapassar R$ 52 mil, o que os secretários consideram insuficiente. Para as demais cidades, a reivindicação é de um aumento de 25%. Segundo os secretários, o limite atual ameaça o cumprimento da meta do programa de construir 1 milhão de unidades no Brasil até o fim do ano.

Essa questão foi uma das principais sugestões para o programa habitacional do governo federal discutidas em reunião do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU), realizada em 13 de abril, na sede da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em São Paulo.

“Em cidades como Rio e São Paulo, só o terreno custa mais que a cota imposta pelo programa”, disse o secretário Lair Krähenbühl, que assumiu a presidência do FNSHDU durante a reunião. Segundo ele, apenas o custo da construção sai por pelo menos R$ 55 mil na capital paulista, por isso o pleito para que o valor alcance pelo menos R$ 70 mil para tornar a construção viável. "As construtoras têm papel fundamental, mas elas também não conseguem produzir material nessa faixa de valor", completou. Para ele, não adianta aumentar a quantidade de imóveis destinados à baixa renda sem aumentar o subsídio governamental.

Além do valor máximo dos imóveis para baixa renda, foram discutidos outros pontos como o atendimento prioritário às famílias que moram em áreas de risco, a criação de linhas de crédito exclusivas para urbanização e a adoção do desenho universal nas construções do programa.

Nas próximas semanas, serão realizadas reuniões do Fórum em diversos estados do país para finalizar a redação da carta que será enviada ao governo federal com as sugestões ao “Minha Casa, Minha Vida” 2. “Além de apresentar nossas manifestações, pretendemos, por meio de uma rede nacional coordenada pelo FNSHDU, ajudar os candidatos à presidente da República e governadores a definir suas políticas de habitação”, disse Krähenbühl.

A segunda fase do programa, anunciada no final de março, dentro das obras previstas no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), prevê 2 milhões de unidades entre 2011 e 2014, sendo 60% (1,2 milhão) para a baixa renda

Fonte: IMOVELWEB

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